A cada movimento que eu faço pra consertar o que quebraram antes de eu chegar...os pedaços vão indo pra lados mais distantes ainda. E eu sinto que meus braços são ainda muito pequenos pra esse serviço: conseguir juntar tudo isso , colar bem direitinho e ainda cuidar pra que essas marcas que vão ficar não danifiquem ou prejudiquem a qualidade do produto final que se tornou o todo. E no meio tempo de tudo isso que eu não esqueça de cuidar de mim.
É difícil, é bem difícil.
Esse paradoxo de se sentir capaz e incapaz ao mesmo tempo, essa vontade de continuar mesmo sabendo que a qualquer hora posso ser engolida por um precipício escondido em um dos caminhos tortuosos que vem pela frente... são nessas horas que eu me pergunto se minha percepção tá muito embassada ou se simplesmente não dei ouvidos suficiente à aquele velho ditado que diz "as aparências enganam". E o que você achava que era o certo(o melhor, o desejado que nunca aparecia) pra sua vida, numa fração de segundos dá um giro de 180 graus e se torna tudo aquilo que você nunca quis.
Desculpa, mas eu vou ter que sair à francesa e fechar essa porta.
" Tudo que vai deixa os gostos, deixa as fotos, quanto tempo faz? Deixa os erros, deixa a memória, eu nem me lembro mais..." (Tudo que vai - Capital Inicial)
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