Certa vez um alguém importante o suficiente me disse que eu deveria ter um blog que falasse apenas de um assunto específico. Após ouví-lo fiquei pensativa por uns instantes, tentei pensar em algo que eu gostasse tanto que pudesse falar SEMPRE e de várias formas. Cheguei até a chutar algumas possibilidades, mas nenhuma me satisfez verdadeiramente.
Depois de não pensar sobre, a resposta apareceu como quase todas as outras da vida, que só aparecem quando a gente desiste de tentar encontrá-las...Eu não conseguiria me limitar a escrever apenas sobre uma coisa só. Seria chato, seria entediante, seria tudo que eu não sou e nem procuro. Você gosta de estar ao lado daquela pessoa que só sabe falar de política em todas as conversas? Nada contra política, a única política que eu sou contra é a que corrompe e que se deixa corromper e seria isso o que eu estaria fazendo se aceitasse escrever sobre um assunto só, me corrompendo. Eu gosto é da vida, embora reclame, pragueje, veja falhas em muita coisa, mas eu só sei falar da vida e suas nuances, das desventuras em série que só ela provoca com tanto requinte, das lições doloridas(ou não) que ela nos traz e ratifica a teoria do Joseph Climber(a vida é uma caixinha de surpresas). Só sei falar do que me pertence e se tem algo que eu aprendi nessa vida é que tudo que eu tenho é ela. É o único bem que posso afirmar excercer algum controle, pelo menos tenho escolhas. E num lapso de gente decidida, eu escolhi fazer jus ao título do blog e a tudo que eu acredito ser relevante...que é tudo.
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