domingo, 8 de janeiro de 2017

Uivantes

Em alguns dias a dor que tu me causastes lateja como se ainda vivesse
Tu e a dor
Porém em vida, já eras morto
Podes depois de morto viver a doer assim?
A ausência das coisas que não fizestes,
Doem mais do que a presença do males que me fez
O silêncio das coisas que eu sempre esperei ouvir de ti,
Ecoam em meus ouvidos como zumbidos de corvos que anunciam uma morte muito esperada
A morte das palavras que tu nunca pronunciastes, a vida nas frases que em mentira tu me pronunciavas e a paz que me roubastes, quando sem sã consciência do que estava fazendo, me cativou.

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